Porque amo fazer passeios sabatinais na Praça XV.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Todas as cartas de amor são ridículas
Toda vez que leio o poema sobre as cartas de amor, me lembro da visita que fiz a uma exposição com minha mãe, aonde as telas do artista se confundiam com essas palavras.
Saudades de tudo...
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21-10-1935 ( Heterónimo de Fernando Pessoa)





